Mostrar mensagens com a etiqueta Tradução de Canção. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tradução de Canção. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Tradução de Canção #008 - “An Chlöe”

“An Chlöe”, de Mozart

Música: Wolfgang Amadeus Mozart (Salzburgo, Áustria 1756 – Viena, Áustria 1791)
Da Obra Musical: lied
Partitura: “Mozart Lieder” para Canto e Piano, editora Edition Peters
Texto: de Johann Georg Jacobi (Düsseldorf, Alemanha 1740 – Friburgo, Alemanha 1814)
Tradução livre: Ana Celeste Ferreira

Pois, que versão recomendar?… Com muita pena das que estou a pôr de lado, vou eleger a da Barbara Bonney, acompanhada ao piano por Geoffrey Parsons.



ORIGINAL:
Wenn die Lieb' aus deinen blauen,
hellen, offnen Augen sieht,
Und für Lust hinein zu schauen,
mir's im Herzen klopft und glüht;

Und ich halte dich und küße
deine Rosenwangen warm,
Liebes Mädchen, und ich schließe
zitternd dich in meinem Arm,

Mädchen, Mädchen, und ich drücke
Dich an meinen Busen fest,
Der im letzten Augenblicke
Sterbend nur dich von sich läßt;

Den berauschten Blick umschattet
Eine düstre Wolke mir,
Und ich sitze dann ermattet,
Aber selig neben dir.

TRADUÇÃO LIVRE:
Quando o amor brilha nos teus
canto celeste
Wofgang A. Mozart (1756-1791)
olhos azuis, claros e abertos
E por prazer olho por eles adentro,
o meu coração palpita e arde de paixão

E eu agarro-te e beijo-te
nessas bochechas rosadas e quentes,
Querida menina, e abraço-te,
trémula, nos meus braços…

Menina, menina, e aperto-te firmemente
contra o meu peito
Que apenas no último instante
te deixará partir

E então o meu olhar embriagado 
é ensombrado por uma nuvem triste
E eu sento-me então, estafado
mas abençoado, ao teu lado.

Tradução de Canção #007 - “I Dreamed a Dream”

“I Dreamed a Dream”, do musical ‘Os Miseráveis’, de Schönberg

Música: Claude-Michel Schönberg (Vannes, França 1944 – )
Da Obra Musical: “Les Misérables”, teatro musical, composta em 1980.
Personagem: Fantine.
Partitura: “Les Misérables – Piano/Vocal Selections”, editora Music Sales Ltd, 1996.
Texto: libreto original francês de Alain Boublil e Jean-Marc Natel, e adaptação para inglês de Herbert Kretzmer.
Obra Literária: adaptado de “Les Misérables”, romance de Victor Hugo.
Tradução livre: Ana Celeste Ferreira

A versão de que mais gosto, uma das que mais respeita o estilo do Teatro Musical, é a de Ruthie Henshall, em versão concerto no Royal Albert Hall: 



ORIGINAL:
There was a time when men were kind
When their voices were soft, and their words inviting
There was a time when love was blind
And the world was a song, and the song was exciting
There was a time… Then it all went wrong

I dreamed a dream in time gone by
When hope was high and life worth living
I dreamed that love would never die
I dreamed that God would be forgiving
Then I was young and unafraid
And dreams were made and used and wasted
There was no ransom to be paid
No song unsung, no wine untasted

But the tigers come at night
canto celeste
Claude-Michel Schönberg
With their voices soft as thunder
As they tear your hope apart
As they turn your dream to shame

He slept a summer by my side
He filled my days with endless wonder
He took my childhood in his stride
But he was gone when autumn came

And still I dream he'd come to me
That we would live the years together
But there are dreams that cannot be
And there are storms we cannot weather

I had a dream my life would be
So different from this hell I'm living
So different now from what it seemed
Now life has killed the dream I dreamed

TRADUÇÃO LIVRE:
Houve um tempo em que os homens eram gentis
As suas vozes suaves e as suas palavras acolhedoras
Houve um tempo em que o amor era cego
E o mundo era uma canção, e essa canção era excitante
Houve um tempo… E depois tudo se desmoronou

Sonhei um sonho num tempo que já passou
Quando havia esperança e valia a pena viver
Sonhei que o amor nunca morreria
Sonhei que Deus era misericordioso
Na altura eu era jovem e corajosa
E os sonhos nasciam, usavam-se e deitavam-se fora
Não havia resgates a pagar
Nenhuma canção por cantar ou vinho por provar

Mas os tigres aparecem de noite
Com as suas vozes suaves como trovões
Enquanto destroem a tua esperança
E transformam os teus sonhos em vergonha

Ele dormiu ao meu lado um Verão
E encheu os meus dias de maravilhas intermináveis
Encarou a minha infância de forma natural
Mas foi embora ao chegar o Outono

E ainda agora sonho que ele vai voltar
Que viveremos juntos durante anos
Mas há sonhos que não podem ser
E há dificuldades que não conseguimos ultrapassar

Sonhei que a minha vida seria
Muito diferente deste inferno que agora vivo
Muito diferente do que se previa vir a ser
E agora a vida matou o sonho que eu sonhei

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Tradução de Canção #006 - “O Cessate di Piagarmi”

Música: Alessandro Scarlatti – Palermo, Itália 1660 – Nápoles, Itália 1725)
Da Obra Musical: “Il Pompeo”, ópera em 3 actos, estreada em 1683
Partitura: “Arie Antiche” volume 2, página 17, editora Ricordi
Texto: de Nicolò Minato (Bérgamo, Itália 1627 – 1698 Viena, Áustria)
Tradução livre: Ana Celeste Ferreira

E mais uma vez, a mega-ultra-fabulosa Cecilia Bartoli, com György Fischer ao piano:

ORIGINAL:
O cessate di piagarmi,
o lasciatemi morir.

Luc'ingrate, dispietate,
più del gelo e più del marmi
Fredde e sorde a' miei mártir.

O cessate di piagarmi,
o lasciatemi morir.

TRADUÇÃO LIVRE:
Ou páras de me magoar,
Ou deixa-me morrer.

Luz ingrata, impiedosa,
Mais que o gelo e mais que o mármore,
Fria e surda ao meu martírio.

Ou páras de me magoar,
Ou deixa-me morrer.

canto celeste
Alessandro Scarlatti, compositor

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Tradução de Canção #005 - “Quella Fiamma che m’accende”, Marcello

“Quella Fiamma che m’accende”, de Benedetto Marcello

Música: Benedetto Marcello (Veneza, Itália 1686 – Bréscia, Itália 1739)
(A canção foi sempre atribuída a Marcello, mas pesquisas recentes referem que a canção terá sido composta por Francesco Bartolomeo Conti (1681-1732): para mais informações sugere-se a consulta deste artigo)
Partitura: “Arie Antiche” volume 1, página 63, editora Ricordi
Tradução livre: Ana Celeste Ferreira

Pela adorada Cecilia Bartoli, acompanhada ao piano por György Fischer:


ORIGINAL:
Il mio bel foco,
O lontano o vicino ch'esser poss'io,
Senza cangiar mai tempre
Per voi, care pupille, arderà sempre.

Quella fiamma che m'accende
Piace tanto all'alma mia,
Che giammai s'estinguerà.
E se il fato a voi mi rende,
Vaghi rai del mio bel sole,
Altra luce ella non vuole
Nè voler giammai potrà.

TRADUÇÃO LIVRE:
O meu belo fogo,
Esteja eu perto ou longe,
Sem nunca se alterar
Irá arder sempre por vós, caros olhos.

Aquela chama que me acendeu
É tão querida à minha alma
Que jamais se apagará!
E se o destino me entregar a ti,
Adorados raios do meu belo sol,
Outra luz a minha alma não quererá,
Não poderá querer jamais.

Tradução de Canção #004 - “Solvejgs Song”, Grieg

“Solvejgs Song”, de Edvard Grieg

Música: Edvard Grieg (Bergen, Noruega 1843 – Bergen, Noruega 1907)
Da Obra Musical: “Peer Gynt”
Partitura: “Grieg – Solvejgs Song” para Canto e Piano, editora Edition Peters
Texto: de Henrik Ibsen (Noruega 1828 – Noruega 1906)
Obra Literária: “Peer Gynt”, peça teatral em 5 actos
Tradução livre: Ana Celeste Ferreira

A versão de que mais gosto, cantada na língua original, é a cantada pela Sissel Kyrkjebø, e foi-me apresentada pelo meu querido aluno José Correia, de Alijó:



ORIGINAL – norueguês:
Kanske vil der gå både Vinter og Vår
Og naeste Sommer med, op det hele År
Men engang vil du komme, det ved jeg visst.
Her skal jeg nok vente, for det lovte jeg sidst.

Gud styrke dig, hvor du i Verden går
Gud glaede dig, hvis du for hans fodskammel står
Her skal jeg vente till du komme igjen
Og vente du hisst oppe, vi traeffes der, min Ven!

A VERSÃO EM QUE A CANTO – alemão:
Der Winter mag scheiden, der Frühling vergehn,
Der Sommer mag verwelken, das Jahr verwehn,
Du kehrst mir zurück, gewiss, du wirst mein,
ich hab es versprochen, ich harre treulich dein.

Gott helfe dir, wenn du die Sonne noch siehst.
Gott segne dich, wenn du zu Füssen ihm kniest.
Ich will deiner harren, bis du mir nah,
und harrest du dort oben, so treffen wir uns da!

TRADUÇÃO LIVRE – português:
O Inverno pode passar, e a Primavera desaparecer
O Verão pode murchar, e até o ano inteiro,
Mas tu irás regressar, certamente,
E eu espero por ti fielmente, como prometi!

Que Deus te ajude e guie, estejas onde estiveres,
Que te conceda a sua bênção e misericórdia.
E vou esperar-te até que estejas junto de mim,

E se estiveres no Paraíso, lá nos encontraremos, meu amigo!

Canto Celeste
Edvard Grieg, compositor

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Tradução de Canção #003 - “Selve Amiche”, Caldara

“Selve Amiche”, de Antonio Caldara

Música: Antonio Caldara (Veneza, Itália 1670 – Viena, Áustria 1736)
Da Obra Musical: “La costanza in amor vince l'inganno”, ópera pastoral
Partitura: “Arie Antiche – vol. 1”, recolha de Alessandro Parisotti, editora Ricordi
Texto: (autor desconhecido)
Tradução livre: Ana Celeste Ferreira

Esta é a versão da canção que me acompanhou quando a estudei, há cerca de 17 anos, cantada pela “baRock Star” Cecilia Bartoli e com György Fischer no piano.



ORIGINAL:
Selve amiche, ombrose piante,
Fido albergo del mio core,
Chiede a voi quest'alma amante
Qualche pace al suo dolore.

TRADUÇÃO LIVRE:
Bosques amigos, sombrosas plantas,
Fiéis abrigos do meu coração,
Pede-vos esta alma apaixonada
Alguma paz para a sua dor.

domingo, 21 de junho de 2015

Tradução de Canção #002 - “Ach, wende diesen Blick”, Brahms

Johannes Brahms
“Ach, wende diesen Blick”, de Johannes Brahms, Op.57 nº4

Música: Johannes Brahms (Hamburgo, Alemanha 1833 – Viena, Áustria 1897)
Partitura: “8 Lieder und Gesänge”
Texto: de Georg Friedrich Daumer (Alemanha 1800 – Alemanha 1875)
Obra Literária: “Frauenbilder und Huldigungen”, 1853
Tradução livre: Ana Celeste Ferreira

Podem escutar a canção aqui, na versão de que mais gosto, cantada por Anne Sophie von Otter e com Bengt Forsberg no piano!


ORIGINAL:
Ach, wende diesen Blick, wende dies Angesicht!
canto celeste
G. F. Daumer
Das Inn're mir mit ewig neuer Glut,
Mit ewig neuem Harm erfülle nicht!

Wenn einmal die gequälte Seele ruht,
Und mit so fieberischer Wilde nicht
In meinen Adern rollt das heisse Blut

Ein Strahl, ein flüchtiger, von deinem Licht,
Er wecket auf des Wehs gesamte Wut,
Das schlangengleich mich in das Herze sticht.

TRADUÇÃO LIVRE:
Ah, desvia esse olhar, desvia o teu rosto!
Não me enchas de eterno novo fervor,
De eternas renovadas aflições!

Quando, por uma vez, a minha alma atormentada descansa,
E o sangue quente cessa de correr com selvajaria febril
Pelas minhas veias.

Um raio, volátil, da tua luz,
Acorda toda a raiva da minha dor,

Que como uma cobra morde o meu coração.

Tradução de Canção #001 - “The Owl and the Pussycat”, Seiber

“The Owl and the Pussycat”, de Mátyás Seiber

Música: Matyás Seiber (Hungria 1905 – África do Sul 1960)
Partitura: “Seiber: The Owl and the Pussycat”, editora Schott
Texto: de Edward Lear (Reino Unido 1812 – Itália 1888)
Obra Literária: Nonsense Songs, Stories, Botany and Alphabets
canto celeste
Màtyas Seiber.
Foto: Zeneakadémia 
képgyűjteménye
Tradução livre: Ana Celeste Ferreira


canto celeste
Edward Lear
W. Holman Hunt - Walker Art Gallery, Liverpool















ORIGINAL:
The Owl and the Pussy-Cat went to sea
In a beautiful pea-green boat;
They took some honey, and plenty of money
Wrapped up in a five-pound note.
The Owl looked up to the stars above,
And sang to his small guitar:
"O lovely Pussy! O Pussy, my love,
What a beautiful Pussy you are,
You are, You are!
What a beautiful Pussy you are!"

Pussy said to the Owl: "You elegant fowl,
How charmingly sweet you sing!
Oh, let us be married; too long we have tarried!
But what shall we do for a ring?"
They sailed away for a year and a day
To the land where the bong tree grows;
And there in a wood, a piggy-wig stood
With a ring at the end of his nose,
His nose, His nose.
With a ring at the end of his nose.

"Dear Pig, are you willing to sell
for a shilling Your ring?"
Said the piggy, "I will."
So they took it away, and were married next day
By the turkey who lives on the hill.
They dined on mince and slices of quince,
Which they ate with a runcible spoon,
And hand in hand at the edge of the sand
They danced by the light of the moon,
The moon, the moon.
They danced by the light of the moon.

canto celeste
Ilustração de Donna L. Derstine
TRADUÇÃO LIVRE:
O Mocho e a Gatinha foram para o mar
Num bonito barco verde-ervilha;
Levaram algum mel, e muito dinheiro
Embrulhado numa nota de 5 libras.
O Mocho olhou para as estrelas no céu
E cantou, com a sua pequena guitarra:
"Ó querida Gatinha! Ó Gatinha, meu amor,
Que bonita Gatinha tu és,
Tu és, tu és!
Que bonita Gatinha tu és!

A Gatinha disse para o Mocho: "Sua avezinha elegante,
Tão doce e charmoso é o teu canto!
Oh, vamos casar; já esperámos demasiado!
Mas onde encontraremos um anel?"
Então navegaram por um ano e um dia
Até à terra onde cresce a árvore mágica;
E aí, num bosque, encontraram um porquinho
Com um anel na ponta do nariz,
Do nariz, do nariz.
Com um anel na ponta do nariz!

"Querido Porco, aceitas vender
Por um cêntimo o teu anel?"
Disse o Porco, "Sim, aceito."
Então eles levaram-no, e foram casados no dia seguinte
Pelo Peru que vive no monte.
Jantaram carne picada e fatias de marmelo,
Que comeram com uma colher enferrujada;
E de mão em mão, até à orla da areia,
Dançaram à luz da lua,
Da lua, da lua,
Dançaram à luz da lua.

canto celeste
Copyright 2014 - Beatrice Tinarelli