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terça-feira, 22 de março de 2016

AUDIOPOEMA #010: “Musa, sinceramente”, José Miguel Silva



Musa, sinceramente, vai chatear o Camões.
Que podem os poetas, diz-me, contra marketeers,
aguados humoristas e outros promotores
da realidade? Eu sei que não identificas real
com verdadeiro, nem sequer com existente,
mas que valor pode ter uma metáfora sem preço,
por brilhante que seja, neste mundo de gritos,
de sementes apagadas em lameiros de cimento?
Tu não vês o telejornal, Musa? Nunca ouviste
falar da impermeabilização dos solos na cidade
de Deus, do entupimento das artérias cerebrais?
Pensas que estás no século XIX? Mais, julgas-te
capaz de competir com traficantes de desejos,
decibéis e abraços? És capaz de fazer rir um
desempregado, de excitar um espírito impotente?
Consegues marcar golos «geniais» como o Ricardo
Quaresma, proteger do frio as andorinhas,
transportar as crianças à escola? Se achas que sim,
faz-te à onda do mercado, Musa, e boa sorte.
Mas não contes comigo pra te levar à praia.
Sabes perfeitamente que detesto areia, sol
na testa e mariolas de calção. Vá, não me maces.
Pela parte que me toca, ficamos por aqui.


poema: “Musa, sinceramente”
autor: José Miguel Silva (1969-)
obra: Ladrador, Averno, 2012

voz: Ana Celeste Ferreira
ilustração inspirada no poema: Ricardo Campus
captação e edição sonora: Ricardo Caló

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

II Edição Prémio Literário Nortear - Jovens Escritores


Foi lançado, em Santiago de Compostela, o II Prémio Literário Nortear para Jovens Escritores, cujas candidaturas já estão abertas e decorrem até ao próximo dia 15 Julho.
O anúncio da segunda edição decorreu durante a cerimónia de entrega dos prémios alusivos à primeira edição e que distinguiu, com o primeiro lugar, a obra ‘Clementina’, de Lara Dopazo Ruibal, e com uma menção honrosa, a obra ‘Coração cheio de nada’, da autoria de João Maria Cardoso.
Uma iniciativa promovida pela Consellería de Cultura, Educación Y Ordenación Universitaria (Espanha), pela Direção Regional de Cultura do Norte (Portugal) e pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galiza-Norte de Portugal.
O Prémio Literário Nortear tem como objetivos distinguir, anualmente, obras literárias originais; promover o aparecimento de novos escritores, incentivando a produção de obras inéditas no domínio da ficção; incentivar a criatividade literária entre os jovens escritores residentes na Euroregião Galiza – Norte de Portugal e promover a circulação e distribuição de obras literárias além-fronteiras.
Podem candidatar-se ao Prémio Nortear todas as pessoas singulares com plena capacidade jurídica, residentes na Euroregião Norte de Portugal ou na Galiza, com idades compreendidas entre os 16 e os 36 anos. 
As obras, escritas nas línguas portuguesa e galega, no género de relato curto/conto, devem ser enviadas, por correio postal, para: 
Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galicia – Norte de Portugal.
Edifício CETMAR, Rúa Eduardo Cabello, s/n, 36208 Bouzas – VIGO

Regulamento da segunda edição do Prémio Literário Nortear aqui!

Concurso Literário "Manuel António Pina" 2016

Arrancou em Fevereiro o 17.º Concurso de Textos de Amor Manuel António PinaA iniciativa, promovida pelo Museu Nacional da Imprensa, evoca o 250.º aniversário do poeta Bocage e o patrono do concurso, Manuel António Pina.

O concurso prolonga-se até 20 de Fevereiro, em busca de textos de amor originais.

Durante esta semana, o museu estará aberto à receção de textos originais alusivos ao amor e os visitantes poderão imprimir, nos prelos-relíquia, poemas dos dois autores evocados.

Dirigido aos cidadãos portugueses de qualquer idade, o concurso vai premiar os melhores textos concorrentes, em poesia ou prosa.

Os prémios são viagens (à Madeira e cruzeiro no Douro), fins de semana num hotel da baixa portuense e na Beira, além de livros.

Os textos concorrentes devem ser registados num impresso próprio, disponível nas instalações do Museu e no seu sítio oficial, onde também está patente o regulamento.


Museu Nacional da Imprensa – Comunicação

Tel.: 22 530 49 66



domingo, 17 de janeiro de 2016

Oficina de Escrita Criativa - Porto

OFICINA DE ESCRITA CRIATIVA
Formadoras: Célia Vieira/ Isabel Rio Novo
De 30-1-2016 a 19-3-2016

Informações:
Datas | 30 janeiro 2016 a 19 março 2016
Horário | sábados, das 10h às 13h
Duração: 8 sessões (24 horas)
Local | Espaço Simplesmente – Rua Faria Guimarães
Preço total | 100 euros
Destinatários: Público em geral e amadores da escrita criativa em particular. Terão de ter 18 anos e dominar a língua portuguesa.

Objetivos:
1. Desenvolver a criatividade.
2. Sensibilizar para as diferentes possibilidades da escrita criativa.
3. Desenvolver competências, estratégias e técnicas no domínio da escrita poética.
4. Explorar as potencialidades plásticas oferecidas pela língua portuguesa.
5. Fomentar a escrita criativa num contexto interdisciplinar e interartes.

Metodologia:
As sessões terão enquadramento teórico reduzido. O Curso Livre terá caráter oficinal, baseando-se em exercícios de escrita propostos pelas formadoras. Será disponibilizada bibliografia e documentação de apoio.

Inscrições:
A realização da oficina requer um número mínimo de participantes. As inscrições devem ser enviadas para o email simplesmente.simplesmente@hotmail.com , com indicação de nome completo, data de nascimento, habilitações, profissão, morada completa e contacto telefónico até dia 24 de janeiro 2016.

Mais informações através do email simplesmente.simplesmente@hotmail.com.

| Espaço Simplesmente (Rua Faria Guimarães, Porto) 

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Open Call - Textos dramáticos em português

canto celeste

Entidade promotora
Teatro da Garagem | EURODRAM – Rede Europeia de Tradução Teatral

Escreve textos de teatro? Envie-os para a EURODRAM, rede europeia de tradução teatral, que tem como objectivo promover a circulação, a tradução e a divulgação de textos dramáticos entre as diferentes línguas da Europa, Mediterrâneo e Ásia Central.

Durante o ano de 2015/2016, os comités dos diversos países estão encarregues de seleccionar textos dramáticos escritos na sua própria língua que recomendariam para serem traduzidos para uma língua estrangeira.

As propostas de textos originais, escritos em Português, devem incluir o texto integral, uma breve biografia do autor, uma ficha técnica (data e lugar de escrita, número de personagens, referência a prémios e dissertações anteriores), bem como qualquer elemento de informação complementar considerado relevante.

As propostas devem ser feitas exclusivamente por correio electrónico em formato PDF para o endereço da coordenação do Comité Português:
geral@teatrodagaragem.com, até ao dia 31 de Dezembro de 2015.

Um autor pode propor tantos textos quantos desejar, quantas vezes o desejar, sendo no entanto aconselhável limitar-se a um texto por Open Call. Salvo excepções justificadas, apenas serão aceites obras recentes.

A selecção dos textos será feita pelo comité português, coordenado por Maria João Vicente, até Fevereiro de 2016. Os resultados serão divulgados no site www.teatrodagaragem.com até 15 de Março de 2016. Os textos seleccionados serão enviados para a coordenação geral EURODRAM.

A selecção de um texto original representa um convite aos tradutores a lançarem-se na sua tradução. A rede Eurodram trabalha em parceria com numerosas estruturas, o que lhe permite inscrever-se numa dinâmica de residência de autores, de acompanhamento de tradutores e de procura de parceiros no plano internacional.

Data limite 31/12/2015

Data de realização Os resultados serão anunciados a 15 de Março de 2016

Remuneração Prémio não financeiro: possibilidade de ter o seu texto traduzido e divulgado gratuitamente no seio da rede EURODRAM

Contactos geral@teatrodagaragem.com
968015251 Carolina Mano (Produção)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Porto de Encontro – 13 Dezembro 2015 – Bruno Vieira Amaral

canto celeste
Neste Porto de Encontro irei ler algumas passagens 
do fenomenal romance "As Primeiras Coisas", 
de Bruno Vieira Amaral. 

Vemo-nos lá? 

Domingo 13 de Dezembro 2015, às 17h
na Casa das Artes do Porto
entrada livre

domingo, 15 de novembro de 2015

AUDIOPOEMA #009: “O que me vale”, Manuel António Pina


O que me vale

O que me vale aos fins de semana
é o teu amor provinciano e bom
para ele compro bombons
para ele compro bananas
para o teu amor teu amon
tu tankamon meu amor
para o teu amor tu te flamas
tu te frutti tu te inflamas
oh o teu amor não tem com
plicações viva aragon
morram as repartições


poema: “O que me vale”
autor: Manuel António Pina (1943-2012)
obra: Poesia Reunida, Assírio & Alvim, 2001, pág. 46

voz: Ana Celeste Ferreira
fotografia: Sara Moutinho
captação e edição sonora: Ricardo Caló


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Oficina de Escrita (Conto) - Porto

canto celeste

Oficina de Escrita - Conto
com Tânia Ardito

Quartas-feiras: 18 e 25 de Novembro + 2 e 9 de Dezembro
Das 18h às 20h

Na Associação Cultural A Cadeira de Van Gogh

Rua Morgado de Mateus 41, 4000-334 Porto
220 176 772 / 961 658 758 / acadeiradevangogh@gmail.com

domingo, 1 de novembro de 2015

AUDIOPOEMA #008: “Rifão Quotidiano”, Mário Henrique Leiria



Rifão Quotidiano

Uma nêspera
estava na cama
deitada
muito calada
a ver
o que acontecia

chegou a Velha
e disse
olha uma nêspera
e zás comeu-a

é o que acontece
às nêsperas
que ficam deitadas
caladas
a esperar
o que acontece

poema: “Rifão Quotidiano”
autor: Mário-Henrique Leiria (1923-1980)
obra: Novos Contos do Gin, Editorial Estampa, 1974

voz: Ana Celeste Ferreira
fotografia: Pat
captação e edição sonora: Ricardo Caló

sábado, 12 de setembro de 2015

Workshop de Voz com Teresa Lima - Porto

Workshop de Voz com Teresa Lima.
Sem Medo da Plateia – o Prazer de Ler em Voz Alta

canto celeste


Duração: 15, 16, 22 e 23 de Outubro
4 sessões de 2h cada, 8h no total.
Horário: das 19h às 21h

Ler em voz alta implica, antes de mais, libertá-la de um corpo que, muitas vezes, a aprisiona, desenvolvendo todas as suas potencialidades. É também um processo de luta contra a monotonia ou os excessos interpretativos.

Partindo destes pressupostos propomo-nos trabalhar diferentes aspectos da técnica vocal e realizar vários tipos de leitura, desconstruindo os factores que dificultam a comunicação e explorando técnicas de dinamização de textos.

Público-alvo: Todos aqueles que pretendem explorar a leitura e as suas potencialidades vocais.

Local: Palácio do Bolhão

Valor: 40€


Pré-inscrição obrigatória: sereducativo@ace-tb.com


Contactos: Rua Formosa 346, 4000-249 Porto
222 089 007, 917 939 020
ace-tb.com





terça-feira, 1 de setembro de 2015

AUDIOPOEMA #007: “Dióspiro”, Daniel Maia-Pinto Rodrigues


depois do almoço
quando arrastamos a cadeira
um pouco para trás
uma sonolência morna
entrelaçada de luz
entra pelas janelas
ludibria as cortinas
e difusa poisa no vinho

é nessa altura que dizemos:
vou comer este dióspiro
antes que apodreça

poema: “Dióspiro”
autor: Daniel Maia-Pinto Rodrigues (1960-)
obra: Conhecedor de Ventos
Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, 1987

voz: Ana Celeste Ferreira
fotografia: Antonieta Monteiro
captação e edição sonora: Ricardo Caló

quarta-feira, 1 de julho de 2015

AUDIOPOEMA #006: “Um Dentista”, Gonçalo M. Tavares



Um dentista

Conheci num poema de Auden
um dentista reformado que se pôs a pintar montanhas.
Pintou trinta e três montanhas como os pintores de parede
pintam trinta e três paredes. Depois parou, limpou o suor da testa,
pediu um copo de vinho e uma mulher, e despiu-se, embriagado,
fazendo sexo como um dentista
e não como um pintor de montanhas.
E se pensas que uma e outra forma de tocar numa mulher
são idênticas, então deves ler mais poesia.


poema: “Um Dentista”
autor: Gonçalo M. Tavares (1970-)
obra: 1, Relógio D’Água, 2004

voz: Ana Celeste Ferreira
fotografia: Luis Tobias
modelo: Joana de Viana
captação e edição sonora: Ricardo Caló

segunda-feira, 1 de junho de 2015

AUDIOPOEMA #005: “O Atalante – Jean Vigo (1934)”, José Miguel Silva

No dia em que fomos ver O Atalante
eu levava, por coincidência, um cubo de gelo
no bolso do casaco. Lembro-me de tremer
um pouco. Até aí, tudo bem. Pior,
foi quando te ouvi pronunciar, distintamente:
quem procura o seu amor debaixo de água,
acaba constipado.
Na altura, ri-me: pensei que falavas do filme.
Sou tão estúpido.


poema: “O Atalante – Jean Vigo (1934)”
autor: José Miguel Silva (1969-)
obra: Movimentos no Escuro, Relógio d´Água, 2006, pág. 14

voz: Ana Celeste Ferreira
fotografia: Renato Roque
captação e edição sonora: Ricardo Caló

sexta-feira, 15 de maio de 2015

AUDIOPOEMA #004: “Canção Alentejana”, João Habitualmente




Canção Alentejana

A menina estava à janela
com o seu cabelo ao vento

Pus-me nela
mas nem mesmo da vidraça
da minha própria janela
lhe podia ver a graça espelhada no relento

E nem mesmo a vi a ela

Não me vou daqui embora
(nem que chovam canivetes)
sem levar uma prenda tua
sem levar a roupa dela

Pode ser que seja bela
e enquanto estiver nua
hei-de à noite pôr-me nela
na minha pobre janela
com o meu cabelo à lua.


poema: “Canção Aletejana”
autor: João Habitualmente (1961-)
obra: Os Animais Antigos, Objecto Cardíaco, 2006

voz: Ana Celeste Ferreira
fotografia: Ernesto Ferreira
captação e edição sonora: Ricardo Caló

sexta-feira, 1 de maio de 2015

AUDIOPOEMA #003: “Na Biblioteca”, Manuel António Pina



Na Biblioteca

O que não pode ser dito
guarda um silêncio
feito de primeiras palavras
diante do poema, que chega sempre demasiadamente tarde,

quando já a incerteza
e o medo se consomem
em metros alexandrinos.
Na biblioteca, em cada livro,

em cada página sobre si
recolhida, às horas mortas em que
a casa se recolheu também
virada para o lado de dentro,

as palavras dormem talvez,
sílaba a sílaba,
o sono cego que dormiram as coisas
antes da chegada dos deuses.

Aí, onde não alcançam nem o poeta
nem a leitura,
o poema está só.
E, incapaz de suportar sozinho a vida, canta.


poema: “Na Biblioteca”
autor: Manuel António Pina (1943-2012)
obra: Poesia Reunida, Assírio & Alvim, 2001, pág. 181

voz: Ana Celeste Ferreira
fotografia: Luis Mateus - Lounge Fotografia
captação e edição sonora: Ricardo Caló



quarta-feira, 15 de abril de 2015

AUDIOPOEMA #001: “Soneto”, Joaquim Castro Caldas




Soneto (à minha mulher-a-dias que tem a mania que é analfabeta 
mas sabe mais coisas que o primeiro-ministro)

ai maria do alívio se tu soubesses
as pedras que estes passos trazem
quantas cidades aqui me disseram
que as pessoas como tu é que eram

ai maria do alívio se tu imaginasses
as praças que eu enchi de coragem
sem a ajuda de ninguém só de deus
que esse enfim seja quem for lá está

que há uma coisa cá dentro sem nome
que mexe connosco sem dar por isso
e eu não sei se é amor se é enguiço

de outra coisa te prometo sofro muito
de uma doença incurável chamada vida
cuja única cura é um dia ir-me embora

Poema: “Soneto”
Autor: Joaquim Castro Caldas (1956-2008)
Obra: inédito

Voz: Ana Celeste Ferreira
Fotografia: Antonieta Monteiro
Captação e Edição Sonora: Ricardo Caló

AUDIOPOEMA #002: “Poema pouco original do Medo”, Alexandre O’Neill


O medo vai ter tudo
pernas
ambulâncias
e o luxo blindado
de alguns automóveis
Vai ter olhos onde ninguém o veja
mãozinhas cautelosas
enredos quase inocentes
ouvidos não só nas paredes
mas também no chão
no tecto
no murmúrio dos esgotos
e talvez até (cautela!)
ouvidos nos teus ouvidos

O medo vai ter tudo
fantasmas na ópera
sessões contínuas de espiritismo
milagres
cortejos
frases corajosas
meninas exemplares
seguras casas de penhor
maliciosas casas de passe
conferências várias
congressos muitos
óptimos empregos
poemas originais
e poemas como este
projectos altamente porcos
heróis
(o medo vai ter heróis!)
costureiras reais e irreais
operários
(assim assim)
escriturários
(muitos)
intelectuais
(o que se sabe)
a tua voz talvez
talvez a minha
com certeza a deles

Vai ter capitais
países
suspeitas como toda a gente
muitíssimos amigos
beijos
namorados esverdeados
amantes silenciosos
ardentes
e angustiados

Ah o medo vai ter tudo
tudo
(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)

O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos
sim,
a ratos

Poema: “Poema pouco original do Medo”
Autor: Alexandre O’Neill (1924-1986)
Obra: Abandono Vigiado, Guimarães Editores, 1960

Voz: Ana Celeste Ferreira
Fotografia: Ricardo Caló
Captação e Edição Sonora: Ricardo Caló

terça-feira, 24 de março de 2015

Workshop de Leitura Poética - Alijó

Poesia, técnica vocal, Ana Celeste FerreiraA Biblioteca Municipal de Alijó irá realizar um Workshop de Leitura Poética, orientado por Ana Celeste Ferreira entre Abril e Julho de 2015, e estão abertas as inscrições!


Seguem as informações sobre a ação de formação:

- Workshop de Leitura Poética: curso de Técnica Vocal orientado para a leitura de poesia em voz alta.
- Formadora: Ana Celeste Ferreira
(resumo curricular em http://canto-celeste.blogspot.pt/2015/03/ana-celeste-ferreira.html)
- Calendário: 16 de Abril a 02 de Julho (12 sessões, total 36h)
- Horário: Quintas-feiras / 20:30 – 23:30
- Local: Biblioteca Municipal de Alijó - Rua General Alves Pedrosa 13, 5070-051 Alijó
- Custo – 5,00 euros
- Destinatários: Destinado ao público em geral e aos amantes da poesia em particular, maiores de 18 anos.
- Nº de inscrições: Mín. 10, Máx. 14


Na última sessão do Workshop será realizada uma apresentação final (de participação não obrigatória), com a leitura de alguns dos textos trabalhados durante a sessão.

As inscrições deverão ser enviadas, até dia 14 de Abril, para o endereço biblioteca@cm-alijo.pt, com indicação dos seguintes dados:

- Nome completo,
- Morada completa,
- Nº de telefone e endereço de e-mail,
- Data de nascimento,
- Habilitações académicas,
- Profissão,
- Número de contribuinte.

Workshop de Leitura Poética Alijó
Após a recepção do número mínimo de inscrições (10 formandos), os inscritos serão contactados para se confirmar a realização do curso.

Agradecemos divulgação a quem julgarem de interesse!

Obrigada, e cumprimentos poéticos,





Concurso Literário – Mens Sana

ana celeste ferreira, poesiaA Fundação S. João de Deus, em parceria com a editora Livros de Ontem, tem o prazer de lançar o prémio literário MENS SANA.

MENS SANA, é uma colectânea de contos que pretende sensibilizar para as questões da saúde mental, além de divulgar a vida de S. João de Deus enquanto homem e livreiro; esta colectânea assume a forma de livro solidário de apoio a projectos que a Fundação promove e incentiva ainda a escrita literária.

O concurso está aberto para obras originais, em Língua Portuguesa e no género conto. Os autores deverão ser falantes de Língua Portuguesa (qualquer variante), com idades a partir dos 18 anos, que tenham, no máximo, 1 livro individual em Português publicado.

Os contos devem ser assinados, acompanhados de biografia (600 caracteres s/espaços), foto com boa resolução, fotocópia de documento de identificação civil e dados gerais do autor.

A data limite para recepção dos contos é até 31 de Maio de 2015. Deverão ser enviados através do e-mail premioliterario2015@fsjd.pt e os resultados serão divulgados durante o mês de Novembro.