sexta-feira, 13 de março de 2015

SAÚDE VOCAL #001: Saúde e Higiene Vocal

Não, lavar os dentes faz parte dos cuidados de Higiene Oral! :)

Além desta existe também a Higiene Vocal: todos os hábitos que podemos adoptar e manter, ou evitar, em prol de uma Voz saudável e eficaz! São, no fundo, medidas profiláticas das disfonias (consultar "Dicionário Vocal – Disfonia").

postura correcta, ana celeste ferreiraPermitido!

--- Manter uma postura correcta ao utilizar a voz: corpo erecto, com correcto alinhamento do eixo cabeça-pescoço-costas, e relaxado.

--- Aquecer a voz antes do esforço vocal, através dos exercícios aprendidos em sessões de Técnica Vocal (seja na voz Falada ou Cantada).

--- Manter o aparelho fonador hidratado, ingerindo entre 1,5 a 2 litros de água por dia, de preferência à temperatura ambiente.

--- Praticar uma alimentação saudável, rica em alimentos leves e de fácil digestão (frutas, legumes, vegetais, peixe, frango).

--- Dormir o suficiente (7 a 9 horas por dia) e descansar nos períodos de maior trabalho vocal.

--- Fazer repouso vocal após o uso intensivo da voz.

--- Relaxar e trabalhar o controlo emocional, através de Yoga, Tai-Chi, etc., para atenuar as tensões aquando da performance vocal.

--- Praticar exercício físico regularmente; são recomendáveis as actividades físicas que desenvolvam a forma cardiovascular, como a natação, o ciclismo, a corrida ou caminhada, a aeróbica, a dança, etc.

aulas de canto, aulas de voz, Ana celeste ferreira--- Aprender a ouvir a própria qualidade vocal, através de formação em técnica vocal falada ou cantada, para reconhecer o esforço e as tensões desnecessárias e conseguir assim evitá-las.

--- Em caso de sintomas ou dificuldades a nível vocal, consultar um médico Otorrinolaringologista ou um Terapeuta da Fala.


A Evitar!

--- Evitar permanecer muito tempo em lugares ruidosos e barulhentos, antes e depois do esforço vocal, já que obrigam à competição sonora entre a voz e o ruído.

--- Evitar ambientes refrigerados ou aquecidos por ar condicionado, já que este retira a humidade do ar.

--- Evitar também ambientes com poeira, mofo ou cheiros fortes e irritantes (vernizes, tintas, combustíveis, insecticidas, etc.).

--- Evitar tossir ou pigarrear, pois provocam atrito nas pregas vocais; optar por engolir saliva ou beber água para afastar a sensação incómoda.

--- Evitar alimentos pesados, muito condimentados ou gordurosos antes da utilização da voz, e também antes de deitar, para evitar o refluxo gastroesofágico.

--- Moderar o consumo de café, chá preto e bebidas com gás, entre outras bebidas irritantes.

--- Evitar usar roupas apertadas junto ao pescoço e cintura (golas altas, cintos apertados, calças ou saias muito justas) e sapatos de salto muito alto.

--- Para as senhoras, evitar esforços vocais durante o período pré-menstrual, já que as alterações hormonais facilitam o desenvolvimento de disfonias.


Proibido!

--- Evitar o cigarro, grande inimigo de quem trabalha com a voz.

--- Evitar locais poluídos com fumo, seja ele originado por tabaco, fogueiras, escapes de automóveis, etc.

--- Não utilizar o álcool ou qualquer outro tipo de drogas como desinibidores, pois ressecam e anestesiam a garganta, possibilitando abusos vocais.

--- Não fazer esforço vocal ou cantar quando não se apresentam boas condições de saúde, principalmente no caso de estados gripais ou crises alérgicas.

--- Não expor o aparelho fonador a choques térmicos, como mudanças bruscas da temperatura do ar ou alimentos e bebidas geladas ou muito quentes.

aula de técnica vocal, ana celeste ferreira--- Evitar gritar, falar muito alto ou sussurrar, já que submetem as pregas vocais a um esforço exagerado, causando atrito.

--- Evitar entrar nas reservas de ar durante o uso da voz falada, ou seja, respirar bem!

--- Não trabalhar a voz ou ensaiar por mais de uma hora sem descanso.

--- Nunca tomar medicamentos por conta própria; o uso de pastilhas, sprays ou analgésicos/anti-inflamatórios sem orientação médica pode mascarar ou agravar os sintomas, e trazer graves consequências a longo prazo; por outro lado, o mesmo medicamento resulta de forma diferente em diferentes organismos.

--- Evitar também o recurso a chás e infusões de efeito desconhecido: nem sempre contribuem para resolver o problema e podem irritar ou ressecar as mucosas.

quinta-feira, 12 de março de 2015

O que é... a DISFONIA? #001

Definição de DISFONIA: É um distúrbio de comunicação caracterizado por dificuldades na emissão vocal, e cujo sintoma geral é um impedimento na produção natural da voz. Esse impedimento pode estar relacionado com a altura, a intensidade e/ou a qualidade da voz.

ana celeste ferreira, canto celesteAs causas das disfonias podem estar relacionadas com disfunções orgânicas e/ou funcionais, tais como a paralisia das pregas vocais, edema de Reinke, papilomatose laríngea, tumores laríngeos, cistos, abuso vocal, uso incorrecto da voz, inadaptação vocal, alterações psicoemocionais, falta de higiene vocal, etc.

As disfonias orgânicas desenvolvem-se independentemente do uso da voz, pois têm origem em disfunções morfológicas. As disfonias funcionais surgem no contexto de utilização vocal incorrecta, uso abusivo da voz e falta de cuidados de saúde vocal. Algumas disfonias poderão ser caracterizadas como orgânico-funcionais, uma vez que têm origem numa causa funcional mas evoluem para lesões morfológicas, como é o caso de alguns nódulos ou pólipos nas pregas vocais.

A disfonia é mais frequente em indivíduos que utilizam a voz diária e abundantemente de uma forma incorrecta e, em função da causa, pode ter diversos sintomas: uma ausência total de voz (afonia), dificuldade em emitir som ou em sustentá-lo, cansaço ao falar e cantar, fraca qualidade do som (voz tensa, abafada, áspera ou roufenha), uma altura tonal demasiado grave ou aguda, perda de projecção e de amplitude tonal, irritação ou ardor na garganta, hemorragias, etc.

Como evitar as disfonias?

Higiene e Saúde Vocal: tomada de consciência em relação a hábitos prejudiciais à voz, e alteração dos comportamentos em prol da saúde vocal;

Treino Vocal: frequência de formação que permita alterar os hábitos posturais, respiratórios e fonatórios; aprendizagem prática da correcta utilização da voz e manutenção desses hábitos. É indispensável para conseguir uma fonação saudável, eficiente e agradável, principalmente para quem trabalha com a voz.

Consultas médicas no Otorrinolaringologista: de rotina (para os profissionais da voz, grupos de risco) ou assim que surgirem os primeiros sintomas de perturbações, para que se possa detectar e tratar precocemente os problemas.


Sinopse Ópera: LA TRAVIATA, de Giuseppe Verdi

--- Podem ouvir a ópera completa aqui!

Título: La Traviata
Autor: Giuseppe Verdi
(Roncole, 9/10 Outubro 1813 – Milão, 27 Janeiro 1901).
Libreto: Franceso Maria Piave sobre "La Dame aux Camélias" de A. Dumas (filho).
Estreia: Teatro La Fenice em Veneza, 6 de Março 1853.

Personagens:
Violetta Valéry – soprano
Flora Bervoix (sua amiga) – mezzo-soprano
Annina (a empregada de Violetta) – soprano
Alfredo Germont – tenor
Giorgio Germont (pai de Alfredo) – barítono
Gastone (o Visconde de Létorières) – tenor
Barão Douphol – barítono
Marquês d'Obigny – baixo
Dr. Grenvil – baixo
Giuseppe (o servo de Violetta) – tenor
Um empregado doméstico de Flora – baixo
Um comissionário – baixo


PRIMEIRO ACTO: Salão da casa de Violetta Valery, uma socialite parisiense, durante uma festa. É Agosto, e a anfitriã recebe alegremente os seus convidados. Entre eles está o jovem Alfredo Germont que tem uma paixão secreta pela cortesã há já algum tempo. É servido o jantar e Violetta propõe um brinde. Alfredo ergue a sua taça e brinda ao vinho e ao amor.

Uma orquestra começa a tocar num outro salão. Os convidados dirigem-se para lá, mas Violetta fica; sentiu um mal-estar, sintoma da doença que a aflige. Alfredo fica também e diz a Violetta o que pensa: o género de vida que ela leva irá acabar por matá-la. E oferece-se para a proteger revelando-lhe ao mesmo tempo o seu amor.

Violetta questiona-se se deve deixar-se envolver pelo amor do jovem, e se ele lhe poderá estar destinado. Oferece então uma flor a Alfredo dizendo-lhe para regressar quando a flor tiver perdido o viço. Os convidados regressam do salão de dança. O sol começou a despontar – sinal de que devem partir.

Quando fica só, Violetta recorda o que se passou naquela noite. E sorri à ideia de ser amada por aquele jovem que mal conhece, que lhe propusera deixar aquela vida e recuperar a saúde ameaçada. Como resposta, ouve, vinda do jardim, a voz de Alfredo repetindo as suas juras de amor. Ainda assim reage: diz que é certamente um amor passageiro, e que ela deve permanecer livre para gozar os prazeres da vida.

SEGUNDO ACTO: Casa de campo, nos arredores de Paris: Violetta e Alfredo vivem juntos há 3 meses. Alfredo está feliz, o seu sonho tornou-se realidade. Mas a ilusão desfaz-se com a entrada de Annina, a criada de Violetta, que diz a Alfredo que a patroa tem estado a vender pouco a pouco os seus bens para poder manter aquela casa no campo. Surpreendido e preocupado, o jovem decide partir de imediato para Paris para arranjar dinheiro.

Durante a sua ausência Violetta recebe uma visita inesperada. É Giorgio Germont, pai de Alfredo, que vem tentar convencê-la a romper a ligação com o filho para que ele possa casar-se com alguém do seu meio, e assim manter a reputação da família, principalmente da sua filha, irmã de Alfredo, que pretende casar-se em breve. Violetta acaba por ceder: ama demasiado Alfredo, e sempre soube que o seu amor não tinha futuro. Além disso, está tuberculosa e pouco mais tempo lhe restará de vida. Germont promete que tanto a sua filha como o próprio Alfredo irão mais tarde saber do sacrifício de Violetta.

Após a saída de Germont, e sempre com a intenção de poupar um maior sofrimento a Alfredo, escreve-lhe uma carta onde diz desejar regressar à vida que levava anteriormente, bastante mais interessante do que a vida que têm levado juntos.

Alfredo chega quando Violetta está a terminar a carta, e esta diz-lhe apaixonadamente o quanto o ama, e sai sem lhe dar directamente a carta. Alfredo vê o seu pai no jardim, enquanto lhe trazem a carta de Violetta, já depois de esta ter partido: chora em desespero, recusa o pedido do pai para voltar para casa e determina-se a encontrar Violetta.

A 2ª cena passa-se em casa de Flora, amiga de Violetta, durante uma animada recepção. Entre os convidados está Violetta com o seu novo amante, o Barão Douphol. Alfredo aparece. Vem desesperado e começa a jogar, fingindo ignorar a presença de Violetta. O Barão senta-se na mesma mesa, tornando-se as jogadas num conflito pessoal entre os dois homens.

Quando os convidados são chamados para a ceia, Violetta consegue ficar a sós com Alfredo. Em resposta às acusações do jovem, Violetta diz amar o Barão. Então Alfredo chama em voz alta todos os convidados, e, em presença de todos, numa fúria crescente, denuncia Violetta acabando por lhe atirar à cara o dinheiro do jogo, dizendo ser o pagamento de todo o dinheiro que lhe deve. Violetta desmaia.

É então que chega Giorgio Germont que, para surpresa de Alfredo, toma a defesa da cortesã, e tenta chamá-lo à razão. Arrepende-se por ter mantido silêncio em relação ao sacrifício de Violetta. Mas o velho Germont não consegue impedir que Alfredo e o Barão marquem a data para um duelo.

TERCEIRO ACTO: Paris, no quarto onde Violetta agoniza seriamente doente. O médico tenta animá-la, mas, ao sair, diz à criada que o seu fim está próximo.

Violetta relê a carta do Senhor Germont em que este a informa que Alfredo feriu o Barão no duelo, sem gravidade, e que, ao saber a verdade e ao conhecer o seu sacrifício, decidiu ir visitá-la e implorar o seu perdão.

Alfredo chega nos últimos instantes de agonia de Violetta. Ela está feliz, quer mesmo sair, ir até à igreja agradecer a Deus o seu regresso, e partir com Alfredo para fora de Paris e viver feliz com ele, mas as forças faltam-lhe, e acaba por morrer nos braços do jovem.

O que ando a OUVIR! #001


Edward ELGAR - The Music Makers, Op. 69

Compositor: Sir Edward Elgar
Período: Romântico
Escrito: 1912
Tipologia: Coral
Maestro: Simon Wright
Intérpretes: Sarah Connolly (Mezzo Soprano), Bournemouth Symphony Chorus, Bournemouth Symphony Orchestra.
Edição: Naxos

Edward ELGAR - Sea Pictures, Op. 37

Compositor: Sir Edward Elgar (1857-1934)
Período: Pós- Romântico
Escrito: 1897-1899
Tipologia: Vocal - ciclo de Canções
Maestro: Simon Wright
Intérpretes: Sarah Connolly (Mezzo Soprano), Bournemouth Symphony Orchestra
Edição: Naxos



BIOGRAFIA – Giuseppe di Stefano (1921-2008)


Giuseppe Di Stefano (Sicília, 24 Julho 1921 — Milão, 3 Março 2008).

Nascido na província de Catânia, Sicília, em Julho de 1921, Giuseppe di Stefano foi um tenor italiano que se destacou no cenário lírico internacional no final dos anos 40.

Filho de um sapateiro siciliano, estudou em colégios jesuítas, ponderando durante algum tempo seguir uma carreira eclesiástica, e foi aluno do barítono Luigi Montesanto e de Mariano Stabile. Aos 19 anos foi recrutado para servir Mussolini no exército fascista, e nesse contexto aproveitava todas as ocasiões para cantar, sob o pseudónimo de Nino Florio. Acabou por desertar para a Suíça neutral em 1943, e ganhou fama a cantar nas emissões da Rádio Suíça.

No final da Grande Guerra, Di Stefano regressou a Itália, onde se estreou, em 1946, no Reggio Emilia, interpretando Des Grieux da ópera “Manon Lescaut”, de Jules Massenet. Em 1947 estreou-se no Teatro alla Scala de Milão e, em 1948, no Metropolitan de Nova Iorque, com "Rigoletto". Foi também em 1947 que se iniciou o seu notável percurso de gravações para a editora EMI. Nesta altura gravou também um vasto repertório de canções Napolitanas e outras canções ligeiras italianas, e algumas destas gravações são ainda hoje consideradas das melhores no seu género.

Di Stefano notabilizou-se pela beleza da sua voz, de timbre aveludado e sonoridade suave, e pela sua dicção exemplar, a que se juntavam uma forte personalidade, uma entrega marcante e a intensa carga dramática que imprimia aos seus papéis. O seu charme, espontaneidade e sinceridade emocional conquistavam auditórios repletos, e a dedicação e vitalidade com que cantava e representava eram evidentes. O seu tom e timbre frontais, carregados do calor mediterrânico, permitiam-lhe que todas as suas palavras fossem facilmente percebidas.

Foi por isto considerado o parceiro ideal de uma outra grande cantora/actriz da época, Maria Callas. As suas interpretações mais conhecidas aconteceram ao lado desta cantora, com quem formou um famoso par operático, e com quem manteve, durante algum tempo, um relacionamento amoroso. Juntos gravaram um total de 10 óperas completas.

Entretanto, Di Stefano actuou com as mais famosas cantoras de sua geração, tais como Renata Tebaldi e Leontyne Price, tendo sido extremamente versátil e prolífico enquanto durou o seu apogeu no canto lírico. Interpretou variados papéis, nomeadamente das óperas:
- Lucia di Lammermoor de Donizetti (Edgardo)
- I Pagliacci de Leoncavallo (Canio)
- Tosca de Puccini (Mario Cavaradossi)
- La Bohéme de Puccini
- La Traviata de Verdi (Alfredo)
- La Forza del Destino de Verdi (Alvaro)
- I Puritani de Bellini
- Cavalleria Rusticana de Pietro Mascagni
- Manon Lescaut de Jules Massenet (Des Grieux)
- Un Ballo in Maschera de Verdi
- Rigoletto de Verdi
- Aida de Verdi

Trabalhou com grandes maestros como Herbert von Karajan (1908-1989) e lotou salas em diversos países, como o Brasil, Itália, Estados Unidos, México, Inglaterra, Áustria e Escócia. Só no Teatro alla Scala de Milão interpretou 26 papéis.

A nível pessoal, Di Stefano era tão apaixonado, entusiasmado e obstinado como no palco, e fascinava-se com a óbvia aura de machismo que o revestia. Era bastante ambicioso e ansiava todas as oportunidades de tirar vantagens financeiras do seu talento; era visto como um rebelde ganancioso e pouco disciplinado.

O apogeu da sua fama, nos anos 50, coincidiu também com o início da sua decadência no início dos 60, quando a sua voz começou a perder a flexibilidade e suavidade que a caracterizavam, provavelmente devido a alguma indisciplina e desleixo em relação à própria carreira. Para o seu declínio vocal pode também ter contribuído, a partir dessa altura, a inclusão de papéis para tenor lírico-spinto e até dramático no seu repertório, como por exemplo o papel de Calaf na ópera “Turandot”, papéis esses não adequados à sua voz essencialmente lírica.

Esta má gestão a nível do repertório, e o revelar de algumas lacunas técnicas na sua abordagem vocal, encurtaram inevitavelmente a carreira do tenor: a quase ausência de passaggio nas suas frases, uma produção do registo mais agudo demasiado aberta e gritada, uma abordagem aspirada dos pianissimo, etc., contribuíram para a deterioração da sua voz. Di Stefano, enquanto generoso artista que era, deu demasiado, e demasiado cedo. Em meados dos anos 60, Di Stefano avistava já o final da sua carreira operática; com 40 e poucos anos, o seu vigor encontrava-se extinto.

Nos anos 70 voltou imprudentemente aos palcos para uma tournée de cerca de dois anos, juntamente com Maria Callas, e foi nesta altura que a relação entre ambos se estendeu além do profissional. Mas o estado vocal desgastado das duas vozes era então notório, e a tournée, embora recebida com agrado pelo público, não apresentou conquistas artísticas, e revelou abertamente os estragos lastimosos que os dois grandes cantores tinham feito às suas vozes.

Esta tournée desastrosa conferiu um fim triste às suas carreiras profissionais. No entanto, Di Stefano regressou ainda aos palcos para interpretar papéis menores, tendo a sua última performance acontecido em Roma em 1992.

Apesar de, nos últimos anos, a decadência das suas interpretações ter manchado o seu percurso, não existem dúvidas de que Di Stefano foi um dos mais excelentes tenores a emergir do período pós 2ª Grande Guerra. Rudolf Bing, um dos directores do Metropolitan em Nova Iorque, afirmou que, não fosse a sua falta de auto-disciplina, a sua carreira poderia ter ficado para a história, ao lado da de Caruso.

Em Novembro de 2004, Di Stefano sofreu golpes graves na cabeça aquando de um assalto à sua casa em Diani (Quénia), que o deixaram incapacitado; um mês após o incidente, Di Stefano entrou em coma e permaneceu neste estado durante mais de 3 anos. Acabou por falecer em Milão, a 3 de Março de 2008.





O que ando a LER! #001 – “The Human Nature of the Singing Voice”



de Peter T. Harrison - The Human Nature of the Singing Voice
Exploring a Holistic Basis for Sound Teaching and Learning

Autor: Peter T. Harrison
Publicação: 2006, Edimburgo
Edição: Dunedin Academic Press
Língua: inglês
Tipologia: Livro Técnico
CategoriaCanto, Técnica Vocal, Ensino Musical
Catalogação: ISBN 10: 1 903765 54 4, ISBN 13: 978-1-903765-54-8


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quarta-feira, 11 de março de 2015

Aulas de Canto – Porto (Ermesinde)


cantora, diseur de poesia, locutora, formadora de canto e voz

Aulas particulares de Canto: lírico, jazz, teatro musical, fado, pop/rock, etc., e Técnica Vocal (Voz Falada) no centro de Ermesinde, próximo da Estação de Comboios.

Preparação específica para: 

- cantores principiantes ou profissionais/experientes, 
- membros de coros, 
- candidatos a audições ou concursos, 
- actores e animadores, 
- professores e formadores, 
- políticos e oradores, 
- locutores, 
- relações públicas, etc.

Horários e preços flexíveis, ajustáveis ao número de horas de formação/mês!


CONTACTOS: tecnicavocal@gmail.com, 919697571, 965373342, 931620554